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Desde que você conheceu determinada pessoa não dorme direito. Quando a vê, seu coração dispara e você sente borboletinhas perambulando pelo estômago. Seu diagnóstico é muito simples, chama-se paixão. Esse emaranhado de emoções atinge a todos os mortais em alguma fase de suas vidas e é capaz de acabar com a monotonia de qualquer rotina. Seria muita pretensão tentar definir um sentimento dessa grandeza, mas podemos explicar as alterações químicas e hormonais que ele provoca em seu cérebro.
Estudos comprovam que uma pessoa apaixonada sofre uma redução da serotonina, substância esta que ajuda a lidar com situações estressantes. E há um aumento dos níveis de dopamina e norepinefrina, responsável pela adrenalina e sentimento de euforia característico dos apaixonados. A respeito dessas sensações, a psicóloga Célia Amaral comenta: "O indivíduo se volta totalmente para o outro, tirando toda a atenção de si.Ele fica com olhar perdido no horizonte, como se estivesse sob efeito de drogas".
Outra característica da paixão é a afinidade sexual ou a chamada "coisa de pele". Quando ocorre a atração por alguém, uma aura de mistério envolve o ser e, como num passe de mágica, você se vê obcecado por alguém. Esse fenômeno continua sendo misterioso, mas a presença de uma substância chamada feromônio tem lá sua contribuição. Mas o que seria isso? Segundo a doutorada em semiótica Malena Contrera, feromônios são substâncias hormonais produzida pelo corpo dos animais, inclusive dos humanos, percebidos pelo olfato, e que interferem na reação de atração ou repulsão. Ou seja, o cheiro da pessoa, por mais que você não perceba, tem muito a ver com paixão. Malena complementa: "É um dos principais afrodisíacos. Uma vez tendo se sentido atraído pelo feromônio do parceiro, dispensa-se qualquer outro".
Isso elucida porque muitas vezes a beleza física não é sinônimo de atração. Acontece muitas vezes de uma pessoa conhecer outra à distância, gostar da sua aparência, imaginar como ela é, abordar e constatar que a química não bateu. Há pessoas que achamos belíssimas, mas pelas quais não nos sentimos atraídos. No outro oposto, basta um simples esbarrão para que as coisas peguem fogo.
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