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Por Jade Petronilho
Imagine
o seguinte: é sexta ou sábado e você
marcou uma balada com seus amigos e/ou companheiro (a).
Chegando ao local, tudo acontece normalmente: música
eletrônica, muita gente na casa e bares lotados...
Num determinado momento, o locutor anuncia a chegada
da atração principal da noite, a DJ Top
Less. Ao ouvir esse nome, em meio aos barulhos comuns
do ambiente, você não se dá conta
do que foi dito pelo locutor, mas ao olhar para as pick-ups,
você é surpreendido: uma loira de seios
fartos - e muitas vezes à mostra - é quem
comanda o som da casa!
Não, você não leu errado! É
isso mesmo que acontece. A paranaense Chris Miller,
24, não é uma DJ comum, ela é a
DJ Top Less! E, durante suas apresentações
em casas noturnas, em alguns momentos ela abusa da sensualidade
e tira a parte de cima de sua vestimenta.
Despida para tocar, Chris - que já esteve em
line-ups europeus - garante que seu modo particular
de se apresentar é sucesso até entre as
mulheres: "muitas dizem que se tivessem peitos
como os meus, fariam o mesmo", disse a DJ Top Less
ao !NoMotel. Os paulistanos têm a chance de, em
breve, conhecer a arte natural e o dom da DJ.
!No Motel: Seus seios são de silicone?
CM: Não, graças a Deus! Eles são
totalmente naturais!
!No Motel: De onde veio a ideia de se apresentar
com os seios de fora?
CM: A ideia foi minha mesmo. Eu queria fazer
algo diferente para mostrar o meu trabalho. Depois de
um tempo, soube que em outros lugares do mundo tem quem
faça isso também. Como no Brasil é
novidade, acho que vai ser bem legal. Posso dizer que
me sinto muito bem!
!No
Motel: Você acha que isso pode virar uma tendência
por aqui?
CM: Ah, pode sim! Sabe como são as pessoas,
né? Todo mundo adora copiar! (Risos).
!No Motel: E como é a reação
do público ao te ver com os peitos de fora?
CM: A reação do público
é bem melhor do que eu esperava! Achava que pudesse
ser "zoada" por causa do top less (risos),
mas não acontece. Como não fico 100% do
tempo com os seios de fora, acaba sendo só um
detalhe.
!No Motel: Em geral, rola muito assédio?
CM: Ah, os homens sempre fazem brincadeiras,
me chamam para tocar na casa deles, mas nunca aconteceram
reações negativas. Eu fiquei muito surpresa
com a aceitação que tive das mulheres.
Sempre tem umas meninas que, no fim da apresentação,
querem conversar comigo. Muitas dizem que se tivessem
peitos como os meus, fariam o mesmo, sem medo.
!No Motel: Você tem receio que, ao invés
das pessoas reconhecerem seu trabalho como DJ, a vejam
só como mais uma gostosa da noite?
CM: Sim, eu tenho muito esse medo e, apesar do
top less, tento dar mais valor ao meu trabalho de DJ.
Fico com os seios à mostra, mas faço pouco,
quando rola um blecaute, por exemplo. Não faço
a noite inteira até mesmo para deixar uma certa
curiosidade nas pessoas.
!No
Motel: Tem algum lugar específico que você
gostaria de tocar?
CM: Eu gostaria de tocar em vários lugares
porque existem muitas casas legais, mas tocar em uma
rave, a céu aberto, sem dúvida seria muito
bom!
!No Motel: Como outros DJs veem o seu trabalho?
CM: Por enquanto não escutei críticas.
Conversei recentemente com um amigo meu que é
DJ e ele me apoiou, disse que no Brasil ainda precisamos
inovar muito e com certeza meu jeito de apresentação
é diferente.
!No Motel: Você aceitaria posar nua para
uma revista masculina?
CM: Ainda não sei. Recebi algumas propostas,
mas não tenho muito essa vontade.
!No
Motel: O que seu namorado acha disso tudo?
CM: No começo ele achou que eu era louca,
depois pensou que eu estava brincando, mas hoje em dia
ele me acompanha e acha tudo legal. Até a família
dele aceitou e está me apoiando. Ficou tudo certo!
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