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Se você acha que sofre de ejaculação
precoce, se acalme. Essa é a recomendação
de onze entre dez médicos especialistas no assunto.
De acordo com o Instituto Paulista para Tratamento da Disfunção
Erétil Masculina, as disfunções na ejaculação
estão entre os problemas que mais assolam a vida de
homens e casais e, dentre eles, a ejaculação
precoce é um dos que mais causa problemas e constrangimentos
nas relações. Os especialistas afirmam que "muitos
pacientes têm dificuldade de conversar sobre esse assunto
tanto com o médico como com a companheira e ficam inseguros
quanto à existência de tratamentos efetivos"
- o que acaba, naturalmente, piorando ainda mais a questão.
Segundo doutor Carlos Augusto, responsável técnico
do Instituto Paulista, "ejaculação precoce
tende a ser mais comum na juventude, porém pode vir
também em decorrência da vida contemporânea
onde estresse, problemas conjugais e depressão são
bastante comuns. Quando o problema acontece ao longo da vida,
algumas das causas principais são: psicológicas
(inseguranças, medos, ansiedade), urológicas,
neurológicas ou endócrinas (ligada aos hormônios),
mas é importante ressaltar que para a maioria deles
existe tratamento - e esse, costuma consistir em terapia e/ou
medicação".
Para não mais ser taxado como "rapidinho"
ou como aquele que deixa a parceira (literalmente) na mão,
alguns médicos e psicólogos "receitam"
aos seus pacientes exercícios que fazem com que ele
consiga ter um controle maior na hora de ejacular. Segundo
a estudante Marina*, 24, isso foi o que salvou o seu namoro:
"o fato dele ter ejaculação precoce estava
acabando com o nosso relacionamento, pois - contando com as
preliminares - nossas transas duravam em média três
minutos. Com a prática dos exercícios que a
psicóloga sugeriu, isso foi melhorando aos poucos,
chegando até 12 minutos no total!". A estudante
acredita que o problema do namorado se deve ao fato de ser
muito ansioso para tudo: "no começo, pensava que
ele era tarado e não que tinha uma doença! Ele
queria sempre fazer tudo muito rápido, eu não
entendia e acabava não curtindo o momento".
Doutor Gilberto Agostinho crê que a medicina tradicional
chinesa seja uma ótima forma de acabar com o problema
que assombra a vida dos "apressados". Em seu consultório,
a hipnose aliada à acupuntura (com ou sem agulhas)
são os métodos comumente mais empregados e ele
explica que a cura vem a partir da diminuição
da ansiedade, da urgência que o homem tem em ejacular
e na diminuição da sensibilidade exagerada que
pode existir na glande, mas "tudo isso sem diminuir o
prazer do ato", enfatiza.
Sendo esse um problema tão comum, não há
por que se sentir mal ou ter vergonha. Converse com sua (seu)
parceira (o) e busque auxílio profissional, pois cada
caso é um caso. Somente um médico ou um psicólogo
estão aptos para dizer o que faz com que determinada
pessoa não ejacule normalmente.
Lembre-se: uma "rapidinha" não é
a mesma coisa que ejaculação precoce. Para ser
constatado que o indivíduo sofre dessa disfunção,
a maioria das relações sexuais deve durar menos
de três minutos e o homem precisa ter consciência
de que não consegue ter controle sobre o ato de ejacular.
* Nome fictício. A entrevistada não
quis ser identificada.
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