
Ela
ficou conhecida por conquistar o coração de
Thammy Gretchen; ganhou a atenção da mídia
ao posar nua ao lado da então amada; e estourou no
Brasil - e no mundo - como atriz pornô. A carreira de
Julia Paes nos filmes adultos começou com uma
proposta (segundo ela, tentadora) de uma produtora. "Encarei
como um trabalho", conta a atriz.
De trabalho em trabalho, a moça já completa
dois anos de indústria. E parece que tomou gosto pela
coisa: em dez filmes realizados, vestiu camisinhas com a boca,
fez orais em homens e mulheres e, claro, praticou sexo em
suas mais variadas - e criativas - formas. Atuações
dignas de Oscar, há que se dizer: Julia Paes já
foi indicada ao AVN (prêmio máximo da indústria
pornográfica, concedido pela revista Adult Video News,
em Las Vegas) de melhor atriz. Embora tenha perdido o posto
para a americana Belladona, a simples indicação
já é uma conquista; até hoje, a única
brasileira a ganhar um AVN foi Monica Mattos, nada menos do
que "A rainha do anal".
Mas Julia Paes não inveja ninguém. Em entrevista
ao !NoMotel, a atriz falou sobre sua carreira, sobre os bastidores
da indústria pornográfica e se disse pra lá
de satisfeita com os rumos de sua vida: "Confesso que
se eu não fosse Julia Paes, ia querer ser!". Confira
o papo:
!NoMotel: Como você entrou para o mundo pornô?
Julia Paes: Foi um convite bem tentador em relação
ao lado financeiro. Encarei como um trabalho.
!NoMotel: Você se preparou de alguma maneira
para iniciar esse trabalho?
JP: Sim, eu sou uma atriz reconhecida pelo DRT e, como
toda e qualquer atriz, tenho que me aperfeiçoar independentemente
de onde queira atuar.
!NoMotel: Para você, como é ser considerada
uma estrela do pornô?
JP: É muito interessante. É um mercado
onde seus fãs são bem fiéis e a visibilidade
é muito grande.
!NoMotel:
E qual a importância de ter sido indicada ao AVN?
JP: Eu me senti muito lisonjeada com a indicação.
Afinal, é um grande reconhecimento do meu trabalho.
!NoMotel: Depois disso, você foi convidada para
fazer filmes fora do Brasil?
JP: Sim, várias vezes. Mas minha vida é
aqui no Brasil. Teria que ser uma proposta absurdamente alta
e com data de retorno rezada em contrato (risos).
!NoMotel: É verdade que fizeram uma boneca inflável
sua?
JP: Sim! Essa foi uma proposta bastante diferente de
tudo o que eu já havia feito, mas o resultado final,
confesso que me surpreendeu. Realmente, a boneca ficou a minha
cara (risos)! Eu esperava uma boneca meio esquisita, com aquela
boca medonha como muitas que eu já tinha visto por
aí.
!NoMotel: Durante as filmagens, rola muita droga ou
bebida?
JP: Se eu gostasse de beber, isto seria um bom motivo
para eu fazer isso (risos). Prefiro estar concentrada ao invés
de relaxada. Isso é ser atriz. Além do mais,
é trabalho e não farra. Ali, existem profissionais
assim como eu e todos temos um dever a cumprir e contas para
pagar. Você iria para seu trabalho mais desinibida (risos)?
Eu também não! Até aprecio um bom vinho
em casos isolados, datas especiais, mas só em ocasiões
muito especiais... Isso não inclui o meu trabalho.
!NoMotel: Como as pessoas reagem quando te vêem
nas ruas?
JP: Algumas param e pedem para tirar fotos, outras
pedem autógrafos ou fazem algum tipo de comentário
ou elogio sobre algum filme a que assistiu, revista que viu
etc. Graças a Deus, as pessoas me tratam com carinho
e eu as trato da mesma forma. Há quem olhe torto também,
mas eu respeito porque ninguém é obrigado a
gostar de mim ou do meu trabalho. Também não
é tudo que me agrada (risos)!
!NoMotel: Se não fosse atriz pornô, o
que você seria?
JP: Sou apaixonada por música, dança,
teatro, circo e cinema. Com certeza faria algo ligado à
arte e à cultura... Mas lembro que o sexo, apesar de
ser censurado, também faz parte da cultura mundial.
Se alguém acha que não, é porque não
pratica!
!NoMotel: Se você não fosse Julia Paes,
gostaria de ser outra pessoa?
JP: Confesso que se eu não fosse a Julia Paes,
ia querer ser (risos)!
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