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Crédito: Sxc.hu
Tente ler três páginas de jornal e não
passar pela palavra crise nenhuma vez. Conseguiu? Claro que
não. Até a GM pediu concordata! Japão,
Estados Unidos, Inglaterra... As principais economias do mundo
estão em recessão. Todo mundo está em
crise. Todo mundo? Não, a indústria do sexo
vai de vento em popa.
De acordo com uma pesquisa da Information Resources Inc.
replicada pelo site Advertising Age, no primeiro trimestre
deste ano, a venda de lubrificantes íntimos aumentou
cerca de 32%. Produtos de "aprimoramento sexual"
(como vibradores) foram ainda além e atingiram receita
de US$ 10,1 milhões. Frente ao ano passado, isso significa
74% de crescimento (no bom sentido).
Executivos da indústria do sexo ouvidos pelo veículo
levantam suas hipóteses para o bom desempenho: "Na
crise, as pessoas passam mais tempo em casa", diz um.
"Já que a economia afundou, vamos pensar em sexo
mesmo", arrisca outro. "O sexo sempre vende",
sentencia um mais sensato.
Isso lá é verdade. Aqui no Brasil, por exemplo,
a indústria do sexo vem ampliando sua influência
até para meios tradicionais. Uma ou outra ex-atriz
pornô (ou quase) virou cantora; e muitas atrizes e celebridades
tradicionais resolveram se arriscar no pornô. Alexandre
Frota abriu o caminho (no bom sentido também, é
claro!), uma galera foi atrás. É que, para muita
gente, o sexo paga mais do que a arte. E há até
quem diga que pornografia é arte, mas isso são
outros quinhentos - outros quinhentos anos de sexo, diga-se
de passagem. Passada a crise, alguém tem dúvida
de que o ramo de trabalho mais antigo do mundo vai continuar
à toda?
*Matéria gentilmente cedida pelo !ObaOba
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