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Crédito: Divulgação
Curiosidade. Esse é o principal motivo que leva cada vez mais internautas a aderirem ao cybersex, de acordo com a psicóloga Luciana Nunes, do Instituto PsicoInfo. Para doutora Nunes, "cybersexo é toda e qualquer atividade sexualmente online orientada para satisfazer os desejos ou fantasias eróticas". Ou seja, se você simplesmente teclou algumas sacanagens, viu algum vídeo de pornografia em tempo real ou fez um strip-tease via webcam, já cometeu coito internético. "Antes acreditávamos que os internautas se envolviam nisso pela satisfação sexual, mas estudos demonstram que o motivo - de início - é a curiosidade. Porém, o fator que leva à prática do cybersexo é mesmo a evasão do estresse emocional relacionado ao dia-a-dia", revela a especialista.
O sexo virtual pode parecer frio aos que não o conhecem, mas, para quem pratica, o negócio é passa longe de uma relação frígida. É o que diz a jovem publicitária Alice, 29, (que aderiu à prática com o namorado que mora na Europa): "É claro que ao vivo é muito melhor, mas essa foi a forma que encontramos para continuar esquentando nossa relação mesmo estando longe". Alice e seu parceiro se veem durante o ato e, além disso, teclam, falam e exprimem seus sentimentos sobre as diversas ferramentas disponíveis na internet. "Isso nos possibilita ficar mais próximos de alguma forma... Santo Skype!", ela brinca. Mas existe sim um aspecto que Alice considera o sexo virtual e o real semelhantes: faria com algum estranho? "Jamais faria com quem não conheço! Fazemos isso porque nos amamos e porque queremos manter um lance de desejo e de sedução. Não faz sentido ter esse tipo de relação sem gostar, sem conhecer a pessoa e sem saber como é na vida real", completa .
Para o engenheiro químico Douglas (nome fictício), 36, é diferente. "Já fiz sexo online com duas namoradas, mas acho que com quem não conheço é bem melhor. Tem esse negócio de não saber como a pessoa é e eu gosto mesmo é disso", afirma. Douglas - que usa nomes de alguns personagens famosos como Super Homem e Wolverine para entrar em chats - acredita que somente teclando ou ouvindo a voz (sem ver quem está do outro lado) é mais excitante. E até agora, segundo os estudos da psicóloga Luciana, é exatamente assim que funciona. "O anonimato faz com que o internauta possa vivenciar ´personas´ ou se expor sem que mostre sua verdadeira identidade. Nesse tipo de relacionamento, não há a preocupação com a auto-percepção da imagem ou de características não desejadas e, além disso, é possível expor fantasias e desejos reprimidos sem ser julgado. Ser anônimo, nesse caso, é sinônimo de ser livre", defende-se o Don Juan cibernético.
Pelo visto, com todas suas diferenças e avanços (?) em relação à vida real, o cybersex ainda esbarra no velho dilema da guerra do sexos: eles querem prazer, elas querem amor. E não há máquina que mude isso!
*Matéria gentilmente cedida pelo !ObaOba
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