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Crédito: !ObaOba
Não se assuste se um dia você estiver sentado em um banco de ônibus e o cara do seu lado sacar um celular, abrir um tocador de vídeo e se deleitar com um filme de sacanagem daqueles. Tudo bem, esse é um caso extremo. Mas se depender da Playboy do Brasil Entretenimento, dona dos canais por assinatura Sexy Hot, For Man, Playboy TV, Private, Venus e Playboy TV Movies, bem pode acontecer. Desde janeiro, a empresa oferece vídeos de 30 a 45 segundos em cinco níveis de erotismo, que vão da nudez parcial ao pornô.
E o negócio vem crescendo - no bom sentido, é claro. De lá para cá, foram 80 mil downloads, conta a responsável pelo projeto de novas mídias da Playboy do Brasil Entretenimento, Antonia Canto. "O celular é o meio ideal para difundir conteúdo adulto", ela acredita. "Em casa, a pessoa tem marido, mulher, filho. No celular, ele tem privacidade: pode por senha no conteúdo, codificar, acessar de qualquer lugar"... Você pensou no banheiro, né?! "Também. Por que não?", pergunta Antonia.
Ok. A empresa não tem preconceito com o conteúdo que veicula nem com seu público - também pudera! -, mas e o mercado? Aí já são outros quinhentos. Embora o Brasil não tenha lá grandes restrições jurídicas à veiculação de conteúdo erótico - caso da Suíça e da Indonésia, por exemplo -, levar a pornografia ao público não é tarefa fácil. "Precisamos ser explícitos sem ser. Não podemos deixar a propaganda com cara de pôster de borracharia". Também não pode deixar de vender "prazer explícito", como diz o slogan de um dos canais do grupo. A solução é o que Antonia chama de "propaganda classuda": "Precisamos ter uma bela fotografia, boas cores, ser insinuantes. Mas se pusermos um casal se beijando empolgado demais, já não dá".
Enquanto na mídia tradicional, a divulgação do "adulto" (pornô, sacanagem e todos esses nomes obscenos que estão na sua cabeça nem entram no vocabulário) é uma trilha espinhenta, no celular a solução fica à mão. Por ser um produto ainda incipiente que não carece de grandes investimentos - o conteúdo já existe, basta passar para o celular - não há porque ser tão cauteloso. Por isso, a Playboy do Brasil arrumou uma solução muito simples: oferecer assinaturas do mobile para quem já acessa o Clube Sexy Hot e o Clube For Man.
Por falar nos sites, eles acompanham a esteira de inovações. "Em 10 de agosto, a gente estreia o novo site do Sexy Hot", promete Antonia. A ideia é reforçar a interação com esse cliente tão (in)fiel: "Vamos fazer video chats com atrizes pornô, uma loja virtual de DVDs...". Antes de enumerar a terceira novidade, ela própria se censura: "Temos um monte de novidades por vir". Enquanto não vêm, a empresa testa seu alcance interativo. "Já temos Twitter, comunidade no Orkut, canal no YouTube, Flickr, estamos criando um Facebook", conta.
Para 2010 e 2011, Antonia não arrisca prognósticos: "Ninguém sabe o que vem por aí. Quando falamos sobre o mercado de web, fazemos mais análises de caso do que projeções. Quem falava em Twitter há dois anos?". Pois é, ninguém. Mas para quem trabalha com pornografia, não há o que temer. Afinal, ela viu apogeu e queda do folhetim, do cinema mudo, do vídeo cassete, do Netscape, do Cadê, do...
*Matéria gentilmente cedida pelo !ObaOba
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